sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A Maldição das Fadas - Marcos Mota

sexta-feira, 11 de agosto de 2017 1



Respiração suspensa. Olhos fixos nas páginas. Taquicardia e total encantamento. Foi assim que eu li os capítulos finais de A Maldição das Fadas, terceiro livro da série “Objetos de Poder”, de Marcos Mota, que, aqui, entre pequenos tropeços e grandes acertos, brinda os seus “Leitores de Poder” com mais uma obra fantástica! A intertextualidade e os muitos mistérios são o que a obra tem em comum com suas antecessoras, tendo, porém, algumas peculiaridades: constrói um relacionamento interracial sem dar a isso dimensões exacerbadas, empodera as personagens femininas sem querer ser feminista, trata de justiça e igualdade sem querer ser de esquerda, não raro fazendo críticas sutis (ou nem tanto) a tais movimentos ideológicos ou pelo menos aos discursos que os caracterizam. Não obstante, considerando a moral positiva predominante na narrativa, bem como a comum impossibilidade de se fazer arte sem um viés ideológico como base, nenhuma dessas peculiaridades se apresenta como um problema na obra. Pelo contrário, A Maldição das Fadas revela um autor de opinião e que sabe se valer de sua arte para transmitir aos jovens aquilo no que acredita.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

De Sócrates a Luther King: reflexões sobre as misérias humanas

terça-feira, 24 de janeiro de 2017 0



 
O grande Sócrates (469-399 a.C.), divisor de águas na filosofia, mesmo diante da possibilidade de condenação à morte, manteve-se firme em seus princípios, embora tivesse nas mãos a possibilidade de renega-los, salvando assim a sua pele. A “Apologia de Sócrates” nos deixa bem claro que, apesar dos mil e um “crimes” atribuídos ao filósofo, havia outro, muito mais sutil e jamais expressado, que explicava todo o ódio infundado contra ele: Sócrates, como tantos outros que por aqui passaram, cometeu o terrível crime de colocar as pessoas de frente com aquilo que elas realmente eram. A humanidade jamais tolerou esse tipo de gente; jamais suportou lidar com aqueles que, humildemente e por meio de simples considerações, lhes revelassem as suas misérias, a sua hipocrisia e absurdas contradições.

Sócrates, por amor aos seus princípios, ingeriu cicuta. Algum tempo depois, um outro cara, muito conhecido nosso, foi crucificado, também pelos seus ideais e amor incondicional pela humanidade. E algo semelhante aconteceu com Giordano Bruno, Martin Luther King e tantos outros.

Mas o que nós temos com isso? Bom, tudo. A experiência desses grandes homens, além de nos inspirarem a sermos nós também firmes defensores de nossos princípios mais elevados, nos ensina que todo o ódio, toda a intolerância que endereçamos ao outro revela, simplesmente, a resistência àquilo que de fato somos. Perseguir o autoconhecimento, trabalhar em uma reforma íntima, trabalhar pela nossa evolução... Tudo isso é trabalhoso por demais. É mais fácil condenarmos à morte aqueles que nos colocam diante do espelho...

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O Cemitério dos Anões - Marcos Mota

quarta-feira, 9 de novembro de 2016 0


“O problema todo com pessoas que se sentem como nós, diferentes, é que dificilmente encontram um equilíbrio, Rafan. Ou tentam subjugar os outros com mentiras e discrepâncias capazes de maquiar suas deficiências, aquilo que os destaca da multidão, só para se sentirem superiores, ou se fecham num universo de autocomiseração e ficam lambendo suas feridas – a maioria, mazelas mentais criadas por elas mesmas. (pág. 157-158)

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O Mestre no Brasil e no Japão: reflexões sobre a valorização do Educador

sexta-feira, 14 de outubro de 2016 0


Durante a Copa do Mundo de 2014, a torcida japonesa teve uma atitude que impressionou (e envergonhou) os seus anfitriões: ao final dos jogos, os japoneses catavam todo o lixo deixado nas arquibancadas, e o faziam não por sentimento de obrigação ou coisa que o valha, mas por hábito, por consciência e, sobretudo, por educação.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

12 de outubro: dia para recordar...

quarta-feira, 12 de outubro de 2016 0




O dia de hoje me traz à memória boas e más lembranças, se é que se pode assim caracterizá-las. Das boas, tenho a ansiedade típica da infância pelo presente que, raramente, meus pais podiam comprar, e, quando podiam, geralmente me frustrava em demasiado, visto que “brinquedo de menino” comumente não estava entre as minhas preferências. No entanto, a despeito dessas frustrações características de uma criança que pouco ou nada compreendia do que se passava com ela, essa segue sendo uma boa lembrança. A infância, mesmo que permeada pela incompreensão e pelo medo, é sempre uma fase saudosa à qual a gente sempre quer voltar.

sábado, 8 de outubro de 2016

Arma de Vingança - Danilo Barbosa

sábado, 8 de outubro de 2016 0



“Fui extremamente fria. Como uma deusa da vingança, cruel e vingativa, passei por cima de todos que atravessaram meu caminho para conseguir castigar aqueles que me haviam feito sofrer. Cada doce carícia que dei a quem não merecia foi retribuída com sedutores toques manchados de sangue. Por isso, sem qualquer remorso, pense que estou ao seu lado, minha única testemunha, e direi, ao pé do seu ouvido: eu matei.” (p. 11)

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Sobre a Miss Brasil, negritude e representtividade

sexta-feira, 7 de outubro de 2016 0



Há assuntos aos quais é sempre válido retornar, por mais que se saiba que nunca se pode alcançar a compreensão de quem está disposto a não entender. Não obstante, a construção de um mundo melhor para todos demanda persistência, paciência e amor. Assim sendo, embora eu não lecione atualmente, tentarei me utilizar da minha formação como professor e ser o mais didático possível na discussão deste tema. Assim sendo, voltemos à bela Raissa Santana.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Ensaio sobre a compaixão

quarta-feira, 28 de setembro de 2016 0

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Deus Não Está Morto

segunda-feira, 5 de setembro de 2016 0


Título original: God's Not Dead
Ano: 2014
Direção: Harold Cronk
Roteiro: Hunter Dennis, Chuck Konzelman, CarySolomon
Gênero: Drama
Origem: Estados Unidos
Duração: 113 minutos
 

domingo, 26 de junho de 2016

1+1: a matemática do amor - Augusto Alvarenga e Vinícius Grossos

domingo, 26 de junho de 2016 0


“Eu me aproximei do Lucas, estreitando completamente a pouca distância que já existia. A respiração dele batia na altura do meu peito. Meus lábios estavam secos e minha mão suava. ‘Se eu pular, você pula comigo?’ O Lucas me olhou fundo nos olhos. ‘Sempre’ – ele respondeu, sem titubear. O Lucas era valente. Eu precisava ser também.” (pág. 155)
 
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