quarta-feira, 21 de abril de 2010

Das feias, a mais bela...

quarta-feira, 21 de abril de 2010


Inúmeras formas de se contar uma mesma estória: foi essa a conseqüência de Yo soy Betty, la fea, de Fernando Gaitán, que ocasionou a criação de outras feias por todo o mundo. Todas elas cativantes...



Ainda nos primeiros meses do ano de 2002, a RedeTV! começou a exibir uma breve chamada de estréia da primeira telenovela a ser por ela exibida. Naquela propaganda, toda a informação que tínhamos sobre a trama resumia-se à voz do locutor que, divertido, dizia: “Na RedeTV! vai chegar uma feia...” Víamos então uma curta cena – o suficiente para despertar a nossa curiosidade acerca da protagonista – e a continuação da fala do locutor. “...e você vai se apaixonar por ela!” Foi ‘dito e certo’, como costumamos dizer aqui em Minas. Betty, a feia (Yo soy Betty, la fea), trama colombiana de Fernando Gaitán, despertou paixões em inúmeros países que, numa empreitada nem sempre bem-sucedida, adquiriram os direitos da telenovela, adaptando-a as suas preferências. Recordo que, às vésperas da estréia da telenovela, ouvira em um programa da tarde intitulado A Casa é Sua – na época, apresentado por Sônia Abrão – que o SBT e a Rede Globo chegaram a entrar em uma verdadeira disputa pela aquisição dos direitos da telenovela. Obviamente, não era intenção da Rede Globo exibi-la, objetivando tão-somente impedir que a mesma trouxesse para o SBT a audiência que ocasionara em outros países. Deu no que deu: a passos curtos, a RedeTV! entrou em campo, adquiriu os direitos de exibição e brindou o público com a divertidíssima trama Betty, a feia, no período de 27 de maio de 2002 a 28 de junho de 2003, reprisando-a, com vários cortes e pouco sucesso, no período de 01 de dezembro de 2004 a 10 de março de 2005.


No que toca às adaptações da trama, podemos dizer que três delas tornaram-se conhecidas nossas, graças ao SBT e a Rede Record, que – desastrosamente, ao meu ver – tem sido a responsável pela primeira versão brasileira da obra de Gaitán. Sendo assim, nos foram apresentadas a mexicana A feia mais bela (La fea más bella), adaptação de Palmira Olguín e Alejandro Pohlenz, que alcançou grande êxito em seu país de origem; a premiadíssima série norte-americana Ugly Betty, adaptação de Salma Hayek, e, finalmente, a telenovela em exibição pela Rede Record Bela, a feia, de Gisele Joras. Objetivando identificar as diferenças entre tantas feias, faz-se necessário relembrar um pouco cada uma delas. Vamos a isso:



Muito embora essa história de moça-feia-mas-com-caráter-que-fica-bonita-com-o-tempo não fosse uma novidade para ninguém (todo mundo já viu essa estória em algum lugar), a telenovela Betty, a feia em si surpreendeu o público, tanto pela simpatia da sua protagonista como pelo jeito diferente de fazer novela. Os clichês, claro, estavam todos ali, até mesmo porque, de modo geral, são eles, em primeiro lugar, que sustentam uma telenovela. Nesse âmbito, tínhamos a moça feia, porém inteligentíssima e com caráter inquestionável; a paixão idealizada pelo patrão e, claro, o patrão mulherengo que, milagrosamente, render-se-ia aos encantos daquela mulher horrenda, totalmente distinta das inúmeras modelos que ele sempre galanteara. A trama, porém, passou longe de se resumir aos clichês, apresentando-nos verdadeiras questões de ordem ética e moral, como família, honestidade, aparências etc., tudo isso de forma bem-humorada. Outro ponto interessante foi a transformação da protagonista, que ocorre de forma lenta, concebível pelo telespectador mais exigente. Destaque também para os momentos antagônicos, que foram todos dispostos de forma equilibrada. Assim, temos o inesquecível capítulo em que Betty (Ana Maria Orozco) narra ao seu amado chefe Armando Mendonza (Jorge Enrique Abello) a triste história que vivera (ela fora vítima de uma aposta feita entre um grupo de jovens do bairro, que, empenhados em escarnecê-la pela sua aparência, decidiram-se por eleger alguém que tivesse a coragem de transar com ela); outro no qual ela encontra uma fatídica carta que lhe revela estar sendo novamente vítima de um ato inescrupuloso (o seu chefe a seduzira apenas por interesses relacionados à empresa, muito embora já a amasse de fato a essas alturas) e um último, em que, numa reunião entre os acionistas da Eco Moda, ela, desnorteada, apresenta o real balancete da empresa (que ia mal...), dispondo entre os documentos cópias da carta outrora encontrada.


Os tropeços de Betty, a feia, ficaram por conta das histórias não concluídas e das mudanças de idéia de Gaitán. Nesse âmbito, temos o misterioso amor da boa Inesita (Dora Cadavid), que, simplesmente desaparecera da trama; a história mal resolvida entre Sofía (Paula Pena) e o ex-marido, que não fora aprofundada; os problemas que Bertha (Luces Velásquez) enfrentava na tentativa de emagrecer, e, finalmente, o superficialíssimo final dado à personagem Patrícia (Lorna Paz), que, durante a trama, dera sinais de estar se humanizando e, inclusive, apaixonando-se pelo estranho Nicolas (Mario Duarte), amigo inseparável de Betty, tão bizarro quanto ela. Nesse sentido, a trama nos pareceu um tanto descuidada, mas uma boa trama, devido às questões que abordara, a propriedade com que eram tratados os assuntos empresariais e, claro, a história central – o romance entre Betty e Armando, sem falar as participações especiais, dentre as quais esteve a brasileira Taís Araújo, na época conhecida na Colômbia graças ao seu sucesso em Xica da Silva.



Não estou certo disso, mas receio que, por mais que Betty, a feia haja cativado o público, o seu remake mexicano A feia mais bela acabou por ser mais bem-sucedido do que a trama original, especialmente no México, claro. Desconheço os ingredientes que a adaptação de Palmira Olguín e Alejandro Pohlenz tinha para conseguir tal sucesso, mas a mim, particularmente, a trama não passou de uma versão piorada da obra de Gaitán. Assim, nos deparamos com uma Patrícia e uma Aura Maria (Stefanía Gómez) substituídas por uma Alice Ferreira (Patrícia Navidad) e uma Paula Maria (Niurka Marcos) bastante vulgares; um Nicolás Mora substituído por um horrendo Tomás Moura (Luis Manuel Ávila); um Armando Mendonza que virou um Fernando Mendiola, cujo intérprete Jaime Camil se esforçava para deixar engraçado e fazer parecer galã. Ah, claro... Há também a protagonista Letty (Angélica Vale), diferente da original, mas simpática com suas características bizarras. Podemos mencionar também o famigerado “Quartel das feias”, que, enquanto na trama original era composto por mulheres comuns – algumas delas até muito bonitas – porém diferentes no modo de vestir, na classe social e no comportamento, na adaptação A feia mais bela é substituído por outro quartel, composto por personagens realmente feias e pouquíssimo simpáticas. Apesar dos pontos negativos, no entanto, a trama merece a nossa benevolência, tanto por ser mais uma adaptação do que um remake quanto pelo fato de o SBT – responsável pela exibição da telenovela no Brasil – haver destruído a obra, graças aos inúmeros cortes, à péssima dublagem e às constantes alterações no horário de exibição.


Isso, no entanto, não desmotivou a Rede Record, que, na tentativa de conquistar tanto o público global quanto o “essebetano”, anda produzindo novelas no estilo de ambas emissoras. Assim, tão logo o SBT rompeu contrato com a Televisa, a Rede Record firmou contrato com a rede mexicana, apresentando, assim, Bela, a feia, novela de Gisele Joras. De ‘adaptada’, porém, a trama tem somente o básico, pois trata-se, de um modo geral, de uma estória diferente, com vários núcleos adicionais e situações inverossímeis, tratadas com imensa naturalidade por Joras, novelista outrora comparada a Janete Clair pelo seu trabalho Amor e intrigas, também exibido pela Record.



Bela, a feia nos apresenta a protagonista Anabela Palhares, a Bela (a realmente bela Giselle Itié), personagem cuja autora vive a nos tentar convencer que é inteligentíssima, embora fique ela totalmente muda diante das constantes e até criminosas humilhações de Verônica (Simone Spoladore), Cíntia (Carla Regina) e Adriano (Iran Malfitano). Aliás, Joras parece ter alguma cisma com humilhação, pois, além de Bela, temos Guto (Daniel Aguiar), inúmeras vezes insultado por Diogo (Sérgio Menezes); Dinorá (Ildi Silva), sempre humilhada por Adriano, e Olga (Ângela Leal), exaustivamente maltratada por Cíntia e Verônica. Assim como Bela, todos eles ficam devidamente calados diante das humilhações. Vá perguntar para Joras qual é o sentido disso... Poderíamos listar aqui uma série de outros pontos negativos de Bela, a feia, a começar pelo desperdício de atores com personagens que ficam muitíssimo aquém do talento deles. É o caso de Simone Spoladore, premiada pela sua atuação em Desmundo, adaptação cinematográfica da obra de Ana Miranda. Uma excelente atriz que tem que se virar com o péssimo texto que lhe é imposto. Ela, no entanto, defende bem a sua vilã, ao menos na medida do possível... Além de Spoladore temos muitos outros, como Jonas Bloch, Luisa Thomé, Esther Góes, Sílvia Pfeifer etc. Bons atores, notáveis por trabalhos anteriores, que ficam movimentando-se feito tolos em Bela, a feia, trocando de personalidade como trocam de roupa. Sobre a transformação de Bela, podemos mencionar a forma apressada com que foi mostrada. O.K., O.K.... Estou ciente de que, do início da trama até a transformação da protagonista, passou-se o tempo de uma gestação, certo? Algo próximo de nove meses. O problema está em como isso aconteceu: em menos de dez capítulos Bela se torna uma mulher maravilhosa, assume a presidência da Mais Brasil, revela ao seu amado Rodrigo (o belíssimo Bruno Ferrari) a sua identidade, e desperta o ódio de Verônica, que, após vê-la no disfarce de Valentina Carvalho apenas em uma ocasião, vê-se já decidida a armar o seu seqüestro, junto dos bandidos Dinho (Thierry Figueira) e Ataulfo (André Mattos), a dupla que, embora clichê, está entre as poucas coisas que salvam a trama. Recordo-me bem do que mencionei sobre os clichês anteriormente. É claro que eles são necessários. Bela, a feia, no entanto, é sustentada única e exclusivamente por eles, e isso é um grave problema. Problema é também a relação dos personagens Diogo e Diego (Daniel Erthal), através dos quais a homossexualidade é tratada de uma forma velada e bastante descuidada. A trama não poupa o telespectador dos beijos entre o bissexual Diego e Vanda (Denise Del Vecchio), mas entre Diego e Diogo não vimos nem sequer um ‘Adoro você’. Para quê então colocar um casal homossexual na estória? Pergunte à Joras... Aproveite e pergunte também o porquê da semelhança entre os nomes Diego e Diogo. Mera coincidência ou uma metáfora abaixo do paupérrimo? E além de metáfora pobre temos que aturar também Psicanálise barata através do personagem Guto, que, desprezado pela mãe Bárbara, envolve-se com a quarentona Vanda, em determinado momento da trama. Isso sem falar nos chatíssimos e desprovidos de qualquer sinal de inteligência diálogos entre Guto, Dinorá, Sheyla (Camila Guebur) e Tânia (Alice Assef), a substituta de Mariana (Natalia Guimarães, a Miss Brasil 2007).


É claro, porém, que Bela, a feia tem alguns méritos, embora poucos. Dentre eles, destaca-se a galera da Gamboa, em especial a galera do Salão Montezuma, onde os atores tem a árdua tarefa de parecerem engraçados e, por muitas vezes, conseguem. Engraçadíssima a relação entre Elvira (Bárbara Borges) e Magdalena (Laila Zaid), cujas constantes brigas são a prova da sua grande amizade. Bárbara Borges defende muitíssimo bem a sua simpática Elvira, com aquele jeito gostoso de falar e seu semblante que expressa delicadeza e bondade. É uma pena que sua personagem esteja limitada às brigas com Magdalena e aos namoros com todos os amigos de Rodrigo, que, por razões pessoais dos atores, acabam abandonando a trama... Na Mais Brasil, destaca-se o excelente trabalho de Roberta Gualda (lembram-se da homofóbica Paulinha de Mulheres apaixonadas?), interpretando Luzia, que, ao lado de Nelson (Cláudio Gabriel), Hortência (Bia Montez) e da galera da Gamboa, compõe o núcleo cômico da trama. Destaque também para o trabalho de Marcela Barrozo, como a malvada adolescente Ludmila, e Sérgio Menezes, como Diogo, que, por sua atraente retórica, dá um toque especial a qualquer personagem que interprete.


Bela, a feia é assim: uma trama que tinha tudo para dar certo, mas não dá, tão instável que é. Serve, porém, como entretenimento, graças às situações engraçadas e ao romance entre Bela e Rodrigo, embalado pelas belíssimas canções Dulce Melodia e Mi Sol, da dupla Jesse & Joy, e In Your Heart I'm Home, da dupla Alex Band e Yasmin.


Reconheço que uma crítica mais consistente deve ficar por conta de grandes críticos da teledramaturgia, pessoas entendidas no assunto. Eu, no entanto, na condição de mero telespectador, defendo que a telenovela, tal como o cinema, não deve reduzir-se ao mero entretenimento, constituindo-se, sim, como manifestação artística, e possibilitando, dessa forma, a reflexão acerca de assuntos que perpassem a existência humana. Bela, a feia, infelizmente, está longe de consegui-lo, deixando todos os méeixando todos os mos que perpassem a existflextituindo-se, sim, como manifestaçicadeza e bondade. ritos para Betty, a feia, tal como para sua premiada adaptação norte-americana em forma de série. Estou falando da famigerada Ugly Betty, série em exibição na ABC desde setembro de 2006, nos Estados Unidos. No Brasil, tomamos conhecimento da série através do SBT, que, após havê-la exibido até a 2ª temporada com inúmeras alterações de horário, cancelou a exibição. Nós brasileiros, porém, temos ainda a possibilidade de conferir a série através do canal pago Sony.



Muito bem, meu caro leitor, se você nunca ouviu falar de Ugly Betty, ou se já ouviu, mas nunca teve a oportunidade de conferi-la, não vá esperando encontrar a feia deslumbrada pelo chefe e desejosa de fazer parte do mundo das mulheres 90-60-90. Nada disso: Betty Suarez (America Ferrera), durante toda a série, mantêm-se empenhada em não adaptar-se ao mundo que a rodeia dentro da Mode Magazine, e ela tampouco se apaixona pelo chefe, Daniel (Eric Mabius), embora a 4º e última temporada da série nos dê sinais de que haverá algo entre eles. Durante toda a série, porém, Betty se relaciona com rapazes do mundo dela, sem idealizações. Outro ponto é que Betty, com a sua indumentária nada a ver e com o seu jeito desastrado, não é uma personagem totalmente fora da realidade, sendo que, em nosso cotidiano, podemos facilmente nos deparar com alguém semelhante. E é justamente isso que é interessante em Ugly Betty: os elementos da realidade, sendo muitos deles constantemente colocados em discussão na série. Nesse âmbito, temos a homossexualidade na adolescência, seriamente tratada através da personagem Justin (Mark Indelicato), o que chegou a gerar protestos nos Estados Unidos, dado o argumento de que a personagem (tal como o próprio ator) era muito nova para que se tratasse a sua orientação sexual. Apresentou-se-nos, também – embora de maneira mais superficial – o tema da transexualidade, através da personagem Alexis (a belíssima Rebecca Romijn). De um modo mais geral, podemos citar valores – como honestidade, aparências e família – que são, tal como em Betty, a feia, abordados na série. Destaque, por exemplo, para as diferenças gritantes entre a humilde família de Betty Suarez – onde todos se ajudam e se amam, a despeito dos naturais problemas familiares, prevalecendo sempre o acolhimento – e a sofisticada família de Daniel, sempre desestruturada e marcada pelas desavenças.


Em se tratando de Ugly Betty, é difícil mencionar o talento desse ou daquele ator. Portanto, para não tornar ainda mais longo esse artigo, mencionarei apenas dois deles. Sendo assim, vamos à esplêndida Vanessa Williams (a Miss América 1984), que constrói a sua vilã Wilhelmina Slater com notável sucesso. Em suma, durante toda a série Wilhelmina dedica-se a bolar artimanhas para tornar-se a editora-chefe da Mode, sempre com o apoio do seu simpático aliado Marc (Michael Urie). Wilhelmina é aquele tipo de vilã que – embora sempre temida pelo telespectador, que sabe que ela sempre terá uma carta na manga – conquista até o mais escrupuloso dos seres com a sua graça, sua beleza rara e seus planos ardilosos e bem pensados para conseguir o que quer. Mas é claro que Wilhelmina em momento algum ofusca a nossa amada Betty Suarez, sempre empenhada em tirar o seu chefe das dificuldades (todas elas ocasionadas pelo péssimo caráter de Wilhelmina) e sempre às voltas com escolhas difíceis de serem feitas e situações que colocam à prova a pessoa que é. Parece-me muito pouco dizer que America Ferrera defende bem a sua Betty, uma vez que ela faz muito mais do que isso: ela dá vida a uma personagem que, em inúmeros aspectos, serve de exemplo para qualquer ser humano, conquistando qualquer público realmente inteligente. É lamentável que, ao final de sua 4ª temporada, tenhamos que nos despedir de Ugly Betty, ficando carentes das extraordinárias situações com as quais só nos deparamos ali, na Mode.


Foi essa a consequência da obra do colombiano Fernando Gaitán, da qual ele deve ser orgulhoso, mesmo havendo-se passado onze longos anos de sua criação. Há rumores de que Ugly Betty ganhe uma versão cinematográfica, com a própria America Ferrera no papel principal, mas nada ainda está confirmado. Receio que, encerrada Bela, a feia, não mais teremos ressonâncias da obra de Gaitán, tão desgastada que já está a fórmula. E após essa longa fase de adaptações mexicanas, brasileiras, portuguesas, turcas, russas, holandesas, estadunidenses e tantas outras, o que nos restará será a lembrança das feias que tomaram conta do coração da gente. Todas elas – Ana María Orozco, Angélica Vale, Giselle Itié, America Ferrera e as demais – nos virão à mente como as feias que nos deram uma importantíssima lição: o ser humano é muito mais que um corpo bonito vestido com sofisticação, e a beleza nada mais é além de algo que, durante uma longa trajetória, vai se manifestando de dentro para fora.


8 comentários:

Uziel Santos

Buscando pelo google informações sobre a PUC de São Gabriel, onde pretendo fazer pós em literatura, achei o seu blog e o que me surpreendeu foi ver uma crítica sobre BETTY, A FEIA, uma ótima crítica por sinal.

Quando se trata de "jovens intelectuais com pós e tudo o mais" temos a visão de que criticarão apenas de Guimarães Rosa para cima e fiquei feliz de ler algo sobre uma novela que amava e que me marcou muito quando eu tinha 15 anos.

Li também a de PRECIOUS e também dou nota 10. Fiquei até mais empolgado em me mudar para BH e fazer a pós lá, só para poder conhecer pessoas com uma vida cultural e acadêmica tão interessante. Atualmente moro no interior de SP.

Caso possa me passar alguma informação sobre o campus e como é a vida em BH, eu agradeceria.

Só para constar me deu agora muita vontade de assistir novamente Betty, A FEIA depois da crítica. O Fernando Gaitán tem um texto dos melhores e pude comprovar isso quando assisti em 2006, a reprise de CAFÉ COM AROMA DE MULHER, também de sua autoria.

Alex Gabriel

Caríssimo Uziel.

Senti-me honrado em receber o seu comentário, tanto por ser o mesmo um tanto elogioso quanto por ter como remetente um "homem do teatro". Bom, pelo visto estamos nos dando com várias coincidências, não?, e nem me refiro ao gosto semelhante em termos de filmes e teledramaturgia, mas ao fato de que me formei em Letras no campus São Gabriel da PUC Minas. Se a pós-graduação por você pretendida tem a coordenação da Prof.ª Vera Lopes, você tem já a garantia de um curso maravilhoso. O campus São Gabriel, confesso, é um campus comum, não dispondo da mesma beleza que é peculiar ao campus Coração Eucarístico. O padrão de qualidade PUC Minas, porém, é o mesmo em todas as unidades da instituição.

Quanto a BH, carecemos de alternativas culturais se comparados a São Paulo (mas apenas "se comparados"). Nosso trânsito só é ruim geralmente em horários específicos (como de segunda à sexta entre 6 e 8 horas e 17 e 20 horas). Bom, não sei exatamente em que aspectos posso falar sobre esta cidade que tanto amo.

Quanto a nossa saudosa "Betty, a feia", creio que ela foi melhor que muita produção global, fosse pelo texto, pelas atuações ou pela capacidade que Gaitán tem de envolver o telespectador. Oxalá sejamos novamente brindados com produções como essa.

Grato pelo seu comentário.
Um forte abraço.

A.

sergio

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Adriana s

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Ary

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sandra pereira leite

essas historias chiches eu amo muito,a unica vi fielmente e amei d+ foi "a feia mais bela" era maravilhoso e muito comico os personagens :D a versão abrasileira assisti e gostei mas não tanto quanto a a amexicana,a primeira versão de betty nunca vi,maas agora fiquei curiosa para saber como é e a versão americana tbm,pois vi apenas 2 ep's na sbt q passava de madrgada :/ por isso não acompanhei

kiara catarino

eu assisti a novela bela a feia da record e gostei, achei q vc só falou mesmos dos pontos criticas das versões dessa novela , bela a feia só não deu muito certo mesmo foi por causa da quelas mudanças de horario mas a história até q era boa e legal, a feia mais bela ta passando de novo no sbt e eu to vendo pela 1 vez então sei lá, e as outraversões eu não vi

Náy

Assisti A feia mais bela no SBT e me apaixonei pela história da Lety e o seu Fernando.A história era muito cômica, e os atores muito carismáticos, principalmente o protagonista Jaime Camil.A versão da Record eu assisti alguns capítulos, mas achei bem fraquinha.Agora estou assistindo Betty, a Feia pela internet e, embora eu prefira disparadamente A Feia mais bela, também estou gostando bastante.

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